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Astrónomo polaco que acreditava que era o Sol, e não a Terra, que estava no centro do sistema solar, contrariando, assim, a doutrina da Igreja Cristã na época. Trabalhou, durante 30 anos, na hipótese que responsabilizava os movimentos de rotação e de translação da Terra pelo movimento aparente dos corpos celestes. O seu importante trabalho Das Revoluções dos Corpos Celestes não foi publicado, até ao ano da sua morte.
Copérnico relegou a Terra do centro do universo, considerando-a um simples planeta (o centro, apenas, da sua própria gravidade e da órbita da sua Lua solitária). Esta teoria obrigou a uma revisão fundamental da visão antropocêntrica do universo e produziu um choque psicológico na cultura europeia. O modelo de Copérnico não podia ser provado porque continha algumas falhas fundamentais, mas foi o primeiro passo importante para uma imagem mais precisa, construída por astrónomos posteriores.
Copérnico nasceu em Torun, no Vístula. Estudou matemática, astronomia, estudos clássicos, direito e medicina em Cracóvia e em várias universidades em Itália. Quando regressou à Polónia, em 1506, tornou-se o médico do seu tio, o bispo de Varmia, que também lhe arranjou o posto de secretário em Frombork, permitindo-lhe intercalar o trabalho astronómico com outras ocupações, em várias repartições civis.
Copérnico começou a fazer observações astronómicas em 1497, apesar de se basear em dados acumulados por outros. Por volta de 1513, escreveu um breve texto anónimo intitulado Commentariolus, no qual explanava o assunto mais tarde discutido em De
revolutionibus.
Incapaz de se libertar inteiramente das limitações do pensamento clássico, Copérnico apenas imaginou órbitas planetárias circulares. Esta visão limitada obrigou-o a manter um complicado sistema de epiciclos, com a Terra a girar à volta de um centro que, por sua vez, girava à volta de outro que, por sua vez, girava à volta do Sol. Foi o trabalho de
Johannes Kepler que introduziu o conceito de órbitas elípticas, salvando o modelo Coperniano.
Copérnico também sustentou a ideia da existência de esferas em que os planetas circulavam. Foi Tycho Brahe quem libertou a astronomia deste conceito arcaico.
Um ministro luterano que examinou a publicação De Revolutionibus inseriu um prefácio (sem o consentimento de Copérnico) declarando que a teoria servia apenas para calcular as posições dos planetas, não constituindo uma declaração da realidade. Este texto comprometeu o valor da publicação de Copérnicoo aos olhos de muitos astrónomos, mas também salvou o livro, por algum tempo, da condenação da Igreja Católica Romana. De Revolutionibus só foi colocado no Index dos livros proibidos, em 1616 (foi retirado da lista em 1835).
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