Pequeno


Ano 16

         Nº48                                  Abril de 2003

Início

        

Editorial
A festa dos Reis em São Pedro da Silva
Dia de Reis, Pré e 1.ºCiclo
Desporto Escolar 
Corta Mato 
Futsal 
Encontro gímnico
Jogo do 24
Afinal o que é a escola?
Eu e a Escola
Poesia - A amizade
Anedotas e adivinhas
Carnaval
Desfile de Carnaval
Poema de Carnaval
Biblioteca
Concurso de provérbios
Rali-leitura
Visita de estudo - Vale do Côa
Vale do Côa 2
Dia Mundial da Floresta
Ecopatas
Plantação de árvores
Um dia diferente
Os Amigos do Ambiente
Área de Projecto
A Floresta
A Poluição
Uma viagem na Internet
O Dia do Pai
Nevou em Miranda do Douro
Mas quem tem razão?
Francês
A montagem de um ecoponto
Na escola
Simulacro de incêndio

 

Visita de Estudo ao Parque 
Arqueológico do Vale do Côa

No dia doze de Março do corrente ano lectivo os alunos do sexto ano de escolaridade, acompanhados das respectivas Directora de Turma, da professora de História e Geografia de Portugal, dinamizadora da visita, e mais dois professores acompanhantes, partiram da escola pelas nove horas, para percorrer o itinerário já de todos conhecido, a fim de atingir os seguintes objectivos:

  • Admirar paisagens e monumentos;

  • Conhecer a história e o espólio da exploração do ferro em Moncorvo;

  • Observar vestígios do Paleolítico Superior – gravuras rupestres.

Em Moncorvo visitámos a igreja matriz, do século XVI. Digna de admiração não só pelas suas dimensões, a maior do distrito, mas também pela sua construção arquitectónica. No exterior, o adro é ladeado de elegantes pináculos e no beiral salientam-se as goteiras, em forma de animais exóticos, tão características daquela época.

Ao lado da igreja matriz fica o museu do ferro, onde tivemos uma visita guiada pelos seus funcionários. Os alunos seguiram-na com muita atenção devido ao interesse e sentido de oportunidade. A exploração mineira e sua localização no país faz parte do programa da disciplina de História e Geografia de Portugal. Os alunos foram confrontados com documentos, máquinas, objectos, vídeos, amostras de minerais e respectivos processos de exploração do metal.

Era meio-dia e já estávamos com apetite, mas era necessário seguir viagem rumo a outro local de grande interesse desta visita de estudo. Finalmente, já em Foz Côa, chegou o momento por todos desejado de saborear os petiscos que levávamos nos farnéis. O sol brilhava, a temperatura era amena e o cheiro das flores perfumava o ambiente, local perfeito para descansar uns momentos.

O tempo urgia. Era necessário apressar-nos para cumprir o programa e desfrutarmos a arte dos homens do Paleolítico Superior. Dirigimo-nos à localidade de Castelo Melhor, onde se localiza o centro de recepção do núcleo de gravuras rupestres de Penascosa.

Aqui, distribuímo-nos por grupos para entrarmos nos jipes que nos haviam de transportar ao local do museu ao ar livre, no Vale do Côa. O local era de grande tranquilidade. Apenas se ouvia o sussurrar das águas e o chilrear dos pássaros. Foi neste local de grande acalmia que outrora os homens do Paleolítico, o Homo Sapiens, se alimentou das plantas silvestres que recolhia e de animais que caçava e pescava. A certa altura, ninguém sabe exactamente quando nem porquê, sentiu necessidade de criar imagens. Deitou mão a pedras afiadas para cobrir a superfície das rochas com gravuras: cabras, cavalos, auroques, veados e peixes. Foi emocionante observar estas obras de arte que representam uma etapa da História da Humanidade e ouvir as explicações que os simpáticos guias nos foram transmitindo. Enquanto percorremos o caminho fomos confrontados com perguntas sobre a paisagem, as culturas, o pastoreio e as formas de vida desde os primeiros, até aos últimos habitantes deste vale.

Actualmente o vale já não tem habitantes pois os moinhos estão abandonados e os pastores já só se aproximam para apascentar os seus rebanhos.

Para terminar nada melhor que parafrasear as opiniões dos nossos alunos: “Regressámos felicíssimos por vermos estas obras dos nossos antepassados”; “a visita foi muito interessante e agradável”. Achámos que a viagem foi muito informativa e que se deviam organizar mais visitas deste género”.

Pensámos, assim, que os objectivos da visita foram sobejamente atingidos e o resultado final positivo.

 

Professora de História/ Turmas do 6º. A e B

 

        


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRANDA DO DOURO
Pequenos Mirandeses n.º48
Abril 2003