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Ano 16 |
Nº48 Abril de 2003 |
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Afinal o que é a escola?
Daniel Sampaio no livro “Vivemos livres numa prisão” (1998) define escola como um “espaço de liberdade essencial para as crianças, que os pais devem acompanhar, mas que não devem controlar”. O mesmo autor em “ A Cinza do Tempo” (1997) diz que a escola é a casa ou estabelecimento onde se ensina. Considera também que a escola se tornou uma estrutura massificada, sentida por grande parte de alunos como uma obrigação imposta pela sociedade, sem que tenha havido grande cuidado com a implicação pessoal do estudante na definição do seu estatuto escolar. Para Liliana Sousa (1998) tal como refere no livro “Crianças (con)fundidas entre a escola e a família” citando Palazolli e all entende a escola como um sistema e uma organização social. Para esta, a escola é também um sistema aberto às influências externas e em particular, ao clima cultural. A escola apresenta-se como um sistema com uma estrutura hierárquica, de normas, obrigações e relações de força em que umas regras são explícitas e outras implícitas, determinando um conjunto de comportamentos e relações. É de duração limitada no tempo, pelo horário e pela idade do aluno e no espaço por um território; tem uma dimensão ilimitada na sua história e no seu desenvolvimento. É um grupo social, dentro do qual cada classe constitui por sua vez um outro grupo mais limitado e íntimo. Cada escola, e dentro dela cada classe, constitui um grupo social. Assim a define Blenes Guil (1972). Alves Pinto (1995) diz-nos que inicialmente a escola era vista como um espaço que permitia revelar as capacidades dos alunos. Nos anos 6.º era o grande instrumento de que a sociedade dispunha para assegurar a igualdade de oportunidades dos cidadãos. Era encarada não só o local onde se poderia assegurar a igualdade de oportunidades de aprendizagem, mas também como sector de atribuição de recursos. Agora, tal com refere Ana Benavente (1993) é um espaço institucional onde o enquadramento legislativo e normativo, cujos resultados são activamente mediatizados pelas práticas e relações que nela vivem. É também uma instância fundamental da estrutura social, que é um direito. Manuel Alte da Veiga, (1998) por sua vez define escola como o grande espaço – tempo em que devíamos aprender a ser livres, prolongando o útero social da família, onde devíamos ter condições básicas para “fazer família” para termos tempo de nos escutarmos uns aos outros, de amar a expressão de vida que é próprio de cada qual, e aprendermos a escolher o que vale mais a pena para uma vida. Refere ainda que dadas as experiências e regras com que o aluno é confrontado na escola, esta pode provocar sentimentos de frustração junto de indivíduos oriundos de ambientes onde nem a motivação nem as habilidades escolares são suficientemente apreciadas ou recompensadas. Para mim ESCOLA é tudo isto. E para ti, o que é?
Prof.ª Claudina Pires |
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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRANDA DO DOURO
Pequenos Mirandeses n.º48
Abril 2003