Pequeno


Ano 16

         Nº48                                  Abril de 2003

Início

        

Editorial
A festa dos Reis em São Pedro da Silva
Dia de Reis, Pré e 1.ºCiclo
Desporto Escolar 
Corta Mato 
Futsal 
Encontro gímnico
Jogo do 24
Afinal o que é a escola?
Eu e a Escola
Poesia - A amizade
Anedotas e adivinhas
Carnaval
Desfile de Carnaval
Poema de Carnaval
Biblioteca
Concurso de provérbios
Rali-leitura
Visita de estudo - Vale do Côa
Vale do Côa 2
Dia Mundial da Floresta
Ecopatas
Plantação de árvores
Um dia diferente
Os Amigos do Ambiente
Área de Projecto
A Floresta
A Poluição
Uma viagem na Internet
O Dia do Pai
Nevou em Miranda do Douro
Mas quem tem razão?
Francês
A montagem de um ecoponto
Na escola
Simulacro de incêndio

 

       Afinal o que é a escola? 

Daniel Sampaio no livro “Vivemos livres numa prisão” (1998) define escola como um “espaço de liberdade essencial para as crianças, que os pais devem acompanhar, mas que não devem controlar”.

O mesmo autor em “ A Cinza do Tempo” (1997) diz que a escola é a casa ou estabelecimento onde se ensina. Considera também que a escola se tornou uma estrutura massificada, sentida por grande parte de alunos como uma obrigação imposta pela sociedade, sem que tenha havido grande cuidado com a implicação pessoal do estudante na definição do seu estatuto escolar.

Para Liliana Sousa (1998) tal como refere no livro “Crianças (con)fundidas entre a escola e a família” citando Palazolli e all entende a escola como um sistema e uma organização social. Para esta, a escola é também um sistema aberto às influências externas e em particular, ao clima cultural.

A escola apresenta-se como um sistema com uma estrutura hierárquica, de normas, obrigações e relações de força em que umas regras são explícitas e outras implícitas, determinando um conjunto de comportamentos e relações. É de duração limitada no tempo, pelo horário e pela idade do aluno e no espaço por um território; tem uma dimensão ilimitada na sua história e no seu desenvolvimento.

É um grupo social, dentro do qual cada classe constitui por sua vez um outro grupo mais limitado e íntimo. Cada escola, e dentro dela cada classe, constitui um grupo social. Assim a define Blenes Guil (1972).

Alves Pinto (1995) diz-nos que inicialmente a escola era vista como um espaço que permitia revelar as capacidades dos alunos. Nos anos 6.º era o grande instrumento de que a sociedade dispunha para assegurar a igualdade de oportunidades dos cidadãos. Era encarada não só o local onde se poderia assegurar a igualdade de oportunidades de aprendizagem, mas também como sector de atribuição de recursos.

Agora, tal com refere Ana Benavente (1993) é um espaço institucional onde o enquadramento legislativo e normativo, cujos resultados são activamente mediatizados pelas práticas e relações que nela vivem. É também uma instância fundamental da estrutura social, que é um direito.

Manuel Alte da Veiga, (1998) por sua vez define escola como o grande espaço – tempo em que devíamos aprender a ser livres, prolongando o útero social da família, onde devíamos ter condições básicas para “fazer família” para termos tempo de nos escutarmos uns aos outros, de amar a expressão de vida que é próprio de cada qual, e aprendermos a escolher o que vale mais a pena para uma vida.

Refere ainda que dadas as experiências e regras com que o aluno é confrontado na escola, esta pode provocar sentimentos de frustração junto de indivíduos oriundos de ambientes onde nem a motivação nem as habilidades escolares são suficientemente apreciadas ou recompensadas.

Para mim ESCOLA é tudo isto. E para ti, o que é?

 

Prof.ª Claudina Pires

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRANDA DO DOURO
Pequenos Mirandeses n.º48
Abril 2003