Pequeno


Ano 16

         Nº47                                  Dezembro de 2002

Home

        

Editorial
Ano novo, escola nova
Pre-escolar
Magusto
Magusto 1
Varicela e outras maleitas
A lenda dos escrinheiros
Pauliteiros de Miranda
Nossa Senhora do Rosário do Monte
A festa em S. Martinho
Caçarelhos
A nascente das flores de Pessegueiro
A nossa imaginação
O tabaco
Mirandês
Um dia doce
Entrevista ao Presidente do Conselho Executivo
Ser Estudante
Desporto Escolar
Visita a Foz Côa
Internet
O papel de mãe
Qual Natal?
Direitos da criança
Poesia
A matança do cochinico
Inglês
Adivinhas
Anedotas
Lendas
Passatempos

 

      
    Pauliteiros de Miranda
Quem são?

    Como é sabido, na terra de Miranda, e entre os estudiosos do folclore, esta dança é quase tão antiga como a existência do homem nestas terras.
Terá nascido no centro da Europa, mais propriamente na Transilvânia, na idade do ferro, com mudança de espadas. Espalhando-se posteriormente pela Europa.
    O historiador romano Plínio, fala destas danças de espadas no seu livro "De Germânia", no século I.
    No século III, segundo o geógrafo latino Strabão, os celtiberos ribeirinhos do Douro, aqui na península, preparavam-se para os combates com danças guerreiras, para militares e trocaram as espadas por paus para melhor executarem a dança sem risco de se magoarem. 
Os povos autóctones da Espanha, Romanos, Suevos e Visigodos conservaram-nas nas suas festas a agrárias de fertilidade para celebrarem a feliz recolha dos frutos e cereais e as passagens dos solstícios de Verão e de Inverno.

   Assim se mantiveram no paganismo, até que pelo século X, a igreja católica as começou a admirar nas festas dos santos correspondentes às mesmas épocas solsticiais e das colheitas que passaram a celebrar-se em honra dos santos padroeiros (N.ª Senhora, Sta. Barbara, S. João, S. Jerónimo, S. Silvestre,...).
    Os trajos, sempre acompanharam as danças ao longo dos séculos e milénios e correspondem segundo parece à natureza das danças guerreiras- trajo para militar.
    Segundo estudos levados a cabo por vários historiadores, chegaram à conclusão fundamentada que são sucessores do trajo militar greco - romano: chapéu enfeitado - capacete militar; colete sobre os ombros e costas - couraça e capa militar romana; as saias com os lenços em tiras - Ságum militar romano sobrepondo-se-lhes uma cintura que era de correias múltiplas em volta dos quadris pendentes até por baixo dos joelhos; as meias de lã listadas de preto e branco, botas grossas de cordovão, nas mãos um par de paus e dois pares de castanholas.
    Ao toque da gaita de foles que comanda todo o conjunto, acompanhada de caixa de guerra e bombo, ou de flauta pastoril e tamboril, executam os dançadores um conjunto de danças diferentes e bailados que podem ir até à meia centena. Todas com letras próprias, música, coreografia e passes diferentes.
    Dada a espectacularidade, colorido, movimento e som, este conjunto tem causado admiração e apreço em todo o mundo.

Manuela João, 6º B 
(Pesquisa)
  

 

 

  Pauliteiros de Miranda


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MIRANDA DO DOURO
Pequenos Mirandeses n.º47
Dezembro 2002